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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Coluna Ronaldo Menezes- Edição 720

Ronaldo

Menezes


Democracia não é para todos

No momento em que vândalos, bandidos, assaltantes de bancos e todo o tipo de meliantes e meia dúzia de partidos se infiltram no Movimento , as manifestações justas e pacíficas acabam perdendo em algumas ocasiões o sentido.
Em determinadas situações colocam em risco até a integridade física dos próprios manifestantes que estão ali com objetivos e reivindicando o que é justo para que tenhamos um país socialmente melhor.
No momento em que o governo proibiu o uso de balas de borrachas, bombas de gás lacrimogênio e outros tipos de ação para reprimir o vandalismo, no intuito de proteger o patrimônio público, bandidos travestidos de estudantes se aproveitaram da situação e transformaram as cidades do Brasil num verdadeiro pandemônio.
Queimar carros de trabalhadores, invadir agências bancárias, depredar patrimônio público, histórico como o Paço Imperial, não respeitar pacientes de hospitais que entram em desespero , sem saber o que está acontecendo, isso não é DEMOCRACIA.
Democracia não é para bandido, não é para qualquer idiota que se mete em um Movimento histórico como este, e às vezes, está ali nem sabem o por que. A luta para um futuro melhor é o que a grande maioria vem fazendo num momento em que a multidão de brasileiros acordou e se conscientizou que é muito sério, o problema da saúde, educação ,e em especial a corrupção política no país. Muita gente está querendo colocar culpa na Copa do Mundo, nas Olimpíadas, o que não tem nada a ver. O legado que esses eventos esportivos deixarão para a população será maravilhoso. Tudo vai melhorar: Transporte, Mobilidade urbana, Saúde, Educação, coisas que normalmente não aconteceriam, se não fossem a copa do mundo e as olimpíadas.
Portanto, Salve a Copa, Salve as Olimpíadas e salve-se quem puder!!!!!

Opinião em Poesia: Manifesto em Rio das Ostras.


Começou nas calçadas da Praça José Pereira Câmara . Numa tarde de outono quase inverno, mas o clima era quente . Cartazes ao chão, juventude de cara pintada, roupas em verde amarelo. Até que das calçadas o pé do povo invadiu a pista. Policiais calados e pacíficos observavam a movimentação.
O povo saiu , gritou , cantou , mas o que pedia essa brava gente brasileira em solo riostrense?? Era a pergunta que rodava de boca em boca. Porque não havia ali uma ordem de idéias e nem de ideais.
Os líderes, que não se faziam ouvir com eficácia, por conta de um megafone caseiro, não atingiam a massa. Camuflados num pretenso anonimato, vibravam ao som difuso de partidos em procura de ascensão – estavam ali PSOL, PSTU e até PMDB, fazer o quê? E a massa não viu????? Não !!
Um grande número de jovens ,disputavam figurinos. As meninas totalmente escovadas, cabelos de prancha e uma preocupação visível em flagrar o momento com fotos para postar no Facebook. É essa a cara do povo?????
Não há aqui qualquer tentativa de invalidar uma revolta justa do povo brasileiro, nem do Riostrense. Há aqui indagações sobre pelo que se grita, como se grita e quais bandeiras se estendem. Muitas placas, muita gente!!!!!
Na porta da prefeitura os pés cansados de uma caminhada não curta, pararam. As bocas clamaram palavras grandes – PALAVRÕES . Onde ficaram as propostas , as reivindicações??
Uma tentativa de bomba, bombinha pra dentro do prédio. Inibida sim pelo coro de “ Violência não”.
E outros gritos vieram, chamando de ladrão o atual prefeito que completou apenas seis meses de gestão. Acho que o confundiram com o laranjão. A dívida de mais de R$ 1 bilhão, que afunda em lama negra esse paraíso de encantos, veio nos entre tantos de uma antiga gestão.
Nessa rima de poeta,vem mais vergonhas ainda: safadezas ao apagar das luzes, salário de Dona fulana, de R$ 74 mil, criação de secretarias, foram quatro , quem diria??? Todas com títulos absurdos como secretaria de veículos oficiais, secretaria de gestão de pessoas, secretaria de valorização do ensino e etc... Mas a grana valia a pena... Fora os salários incorporados ,parecia centro espírita . Muita gente incorporou!!!
E ai o cansaço tomou conta, muita gente pela falta de foco foram embora por conta e os que continuaram, rumaram em reta à Câmara. Prédio vazio, restou então cantar sozinhos o hino desta nação.


DENÚNCIA

Passageiros que estavam na van kvs 3362, que faz a linha Barra de São João x Casimiro de Abreu denunciaram a falta de respeito dos condutores da van , que não quiseram levar uma senhora idosa que carregava várias bolsas alegando que as vagas de idosos já estavam completas, o que não era verdade. Segundo os passageiros não havia nenhum idoso dentro do veículo. Na discussão com os passageiros, motorista e cobrador de nomes , Manoel e Marcelo ,respectivamente, ainda foram arrogantes: “ Pode denunciar que não estamos nem ai “, disse um deles.

Esta aqui a denúncia. Pedido Feito. Pedido atendido.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

As Manifestações Populares no Brasil.

Rodrigão 

Oliveira

Facebook: Rodrigão Oliveira Rio das Ostras

Twitter: @orodrigoliveira

Email: rodrigooliveirarj@yahoo.com.br                               



As manifestações populares que tomaram conta de nossa nação nos últimos dias, ganharam as mídias, as redes sociais e as ruas. Assuntos que a cultura social brasileira vinha dando tanta importância no decorrer dos anos,como o mundo ilusório das novelas,a vida dos artistas e o universo dos Reality shows que lamentavelmente movimentavam e uniam a sociedade em objetivos tão fúteis e sem objetivo, foram deixados em planos inferiores. Até o tão amado futebol, esporte popular e apreciado por mais de 90 % da população, perdeu a prioridade no coração dos Brasileiros, depois que a sociedade foi para as ruas não para comemorar mais um gol do Neymar ou mais uma vitória da seleção, mas para unir as forças e as vozes num grito clamando por revolução e transformação social. A copa das confederações, realizada no país do futebol com a presença da mídia de vários países do mundo, já não é a principal pauta. 

É bem verdade, que essas manifestações, não nasceram simplesmente na luta contra o aumento das tarifas de passagem, mas são o resultado de anos de descaso e desrespeito de parte de nossos governantes com a nossa sociedade. A incoerência nas ações, a péssima forma de governar e fazer política adotada por alguns partidos e seus representantes,vem ao longo dos anos alimentando no coração de cada Brasileiro, um sentimento novo que mistura repúdio, falta de esperança, opressão e até ódio. Esse sentimento unificado, alimentado fortemente pela impunidade aos parlamentares Brasileiros que têm se mantido no poder mesmo após denúncias comprovadas de corrupção e enriquecimento ilícito, chegou a um nível insuportável e os corações Brasileiros tão atingidos e maltratados, resolveram dar um grito de Basta. O sentimento cresceu, não aguentou mais ficar somente no coração e transbordou para as ruas. A luta agora tem uma proporção muito maior e o povo busca o reconhecimento de suas aspirações através da liberdade de expressão que é bem-vinda em todo ambiente democrático. As manifestações constituem-se em uma forma legítima de se alcançar metas de direitos básicos de cidadania e de se resguardar o princípio da liberdade. A história do Brasil está repleta de movimentos dessa natureza, como na luta contra a ditadura, pela abertura democrática, pela anistia, pelas Diretas Já e pela saída de Collor. As ruas acolheram os gritos de descontentamento que levaram ao impeachment de um presidente. Um fato inédito desde a instauração da República.
Os avanços tecnológicos na área da informação e da comunicação, impulsionaram mudanças e a sociedade foi mudando as suas características. As redes sociais agora são protagonistas na mobilização e na convocação de ativistas. É o exercício de um direito inalienável de expressão que deve ser sempre garantido. Ajudam a robustecer a democracia, as manifestações legítimas, com propósitos voltados à conquista de direitos elementares e à melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. Especialmente quando vemos formas inteligentes, criativas e patrióticas de manifestação.
Contribuem para o amadurecimento político e o avanço do nível de consciência das pessoas, principalmente, levando-se em conta a montanha de tributos que pagamos para o governo e a pequena contrapartida que recebemos em forma de obras e prestação de serviços públicos, na maioria das vezes, insuficientes, desordenados e de baixa qualidade. É válido e legítimo abraçar as causas de uma educação de qualidade, de uma assistência médica decente e de um transporte público eficiente, dentre muitas outras demandas sociais.
O brasileiro precisa protestar e exigir mais do governo as contrapartidas pelos impostos pagos. Quanto o governo arrecada e quanto investe na educação, na saúde e no transporte, por exemplo? As pessoas devem, no entanto, ter clareza em relação às formas e aos objetivos das manifestações. 
O que é reprovável, porém, são manifestações públicas de protesto, que devem, necessariamente, ser pacíficas ganharem contornos de batalha campal, com direito à pancadaria, pedradas e depredação do patrimônio. Todo cidadão tem o direito de se manifestar, inclusive publicamente, sozinho ou reunido com outras pessoas, para festejar ou protestar, utilizando-se do espaço público. Numa democracia e mais precisamente na plenitude do estado democrático de direito, é direito conferido pela Constituição Federal brasileira, no inciso IV do art. 5º, do cidadão manifestar-se, articulando seu pensamento, restringindo a lei somente o anonimato.
Na mesma esteira, registra-se que, também a Constituição Federal é que assegura a livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença. Para tal manifestação, diga-se de passagem, ninguém precisa pedir autorização a quem quer que seja, conforme previsto no inciso IX ainda do art. 5º.
A lei magna exatamente no inc. XVI do art 5º estabelece que todos podem reunir-se, daí o direito de reunião, “desde que pacificamente e sem armas”, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente e desde que não tenha outro evento para o mesmo local já organizado. Isso não significa, por exemplo, o direito de um cidadão interromper o fluxo de trânsito de uma grande avenida, para protestar contra algo, por mais justo que seja. Se fosse assim, o direito assegurado transformaria a cidade num caos, afrontando inúmeros outros direitos, também previstos na Constituição.
A democracia garante a liberdade. Ela não se confunde com libertinagem ou baderna e os atos praticados pelo cidadão, mesmo durante uma manifestação coletiva, são de sua exclusiva responsabilidade. Cabe às autoridades e à classe política saberem interpretar a voz das ruas, cujo grito almeja, sobretudo, uma profunda mudança de comportamento dos mandatários no país, independente do seu vínculo partidário.
A grande preocupação, é que essas manifestações virem somente momentos de empolgação, ajuntamento de pessoas e aqui deixo meu desabafo. Não vamos mudar nada nesse país, somente indo para as ruas e fazendo manifestações. Foi válido todo esse movimento? Foi e muito, pois mostrou que a sociedade não está inerte e se mobilizou. Mesmo sabendo que o movimento está recheado de partidos e interesses políticos, não podemos descartar o poder da grande massa que está inserida nesse contexto. Precisamos muito mais do que essas manifestações. Essa juventude que está nas ruas, precisa muito mais do que que comprar duas embalagens de tinta guache e pintar o rosto de verde e amarelo, precisa muito mais do que comprar cartolinas e fazer cartazes. Precisa muito mais do que ser "revolucionários modernos" de redes sociais. É preciso um maior comprometimento com as causas políticas e sociais no Brasil. Essas manifestações deveriam ter ganho às ruas, quando o Brasil se candidatou a realizar uma copa do mundo e uma olimpíada. A população deveria ter dito NÃO,ter clamado pela resolução dos nossos problemas prioritários e não encher as areias de Copacabana e de diversas partes do país para comemorar essas "conquistas" . Essas manifestações deveriam estar na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e no congresso Nacional quando foram votados e aprovados os orçamentos para a construção, reforma dos estádios e os demais gastos públicos com a copa do mundo.
Não adianta, a nossa geração ter na boca o discurso de apolíticos e de sem partidos, porque dessa forma nada será mudado. A política e as decisões são tomadas em nosso país democrático, através dos partidos e os partidos são movimentados por pessoas. Os ideais defendidos pelos partidos, são formados por pessoas que ali estão inseridas. Todo esse descaso e os péssimos serviços públicos prestados a população Brasileira, se dá pelos anos de egoísmo e alienação de nossa sociedade nas questões políticas e sociais. Foi o próprio comportamento apolítico e apartidário, que formou em nossa nação, esse câncer chamado corrupção. A ausência da participação popular na política, criou o descaso e deu o domínio do país aos políticos sem ideais populares. 
Me desculpem alguns jovens, mas muitos de nós somos apenas pessoas empolgadas e com excesso de energia, muitos de nós não tem o hábito de ler um diário oficial seja do município, do Estado ou da Nação. Muitos de nós não participamos de uma sessão na câmara de vereadores, não acompanhamos a vida política do país, não tomamos conhecimento dos gastos público e das decisões tomadas por  nossos governantes. Ir para as ruas com camisas e caras pintadas não deve ser o pilar de nossas ações. Volto a enfatizar, o movimento é legítimo e fez renascer a esperança no coração de nossa sociedade, mas não iremos mudar uma nação apenas com o fato de um povo ir para as ruas. Esse foi só o início. Precisamos ser legítimos cidadãos Brasileiros, usar a nossa inteligência não só para cobrar os nossos direitos mas também cumprir com nossos deveres. Precisamos mais do que nunca de romper com a indiferença política e se inserir nessas causas, militando o tempo todo com ações inteligentes e que tragam resultados concretos. 
Deixo uma mensagem aos nossos governantes, não ignorem as vozes das ruas. É preciso dar uma resposta a essa manifestação, mas não uma resposta oral e demagoga. É preciso construir no país, uma nova forma de governar, os atuais governantes devem mostrar a nossa população que ainda há respeito a ela. É preciso corrigir os problemas, romper com o descaso e iniciar uma série de ações que melhorem a vida de nosso povo. Que se levantem os corajosos para fazer valer a voz do povo.




Vamos em frente. Rodrigão Oliveira